Cortada pelo rio Liffey, Dublin esta vivenciando um verdadeiro boom econômico. Apelidada de “o tigre celta” ( em referência aos países ascendentes asáticos) a Irlanda vem se desenvolvendo muito desde meados da década de 90, partindo de um país praticamente agrário para um que se especilizou em prestação de serviços. O que ajudou muito neste processo foi a entrada na União Européia.

Resultado: 10% da população é estrangeira, principalmente polonesa e a têndencia é aumentar ainda mais, o que é uma situação totalmente nova para os irlandeses, uma vez que este país teve mais de um milhão de emigrantes que foram para os Estados Unidos e outros países durante a Fome do século XVII e agora passa a ser um país que recebe imigrantes.

Enfim a cidade está literalmente “em obras”, o que mais se vê são guindastes por todos os lados, portanto em pouco tempo, Dublin já terá uma nova cara.

Abaixo um dos cartões postais de Dublin, a ponte O`Connell.

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Dublin em si não é uma cidade bonita, mas tem muito a oferecer em termos turísticos e culturais, além dos pubs que são uma atração à parte.

O centro em si não é grande e pode facilmente ser explorado à pé. Apesar de que eu recomendaria à princípio, para quem não tem muito tempo para ficar procurando as principais atrações, pegar o clássico hop on hop off que passa por 19 atrações durante seu trajeto. A vantagem é que o ticket é válido durante 24 horas, é só descer, e depois pegar o próximo ônibus para continuar o trajeto ou fazê-lo de novo.

Para os amantes de Irish pubs, há o bairro do Temple Bar, totalmente adaptado aos turistas, lojas de souviners, restaurantes com preços também direcionados ao público visitante.

O mais famoso de todos, Temple Bar Pub

Apesar de ser super turísticos, os pubs do Temple Bar valem pelo menos uma foto.

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Para fugir um pouco do óbvio roteiro, eu recomendo dois pubs em que há mais nativos do que turistas, o primeiro é o Cobble Stone ( indicação de um músico irlândes ), é super fácil achar, fica na praça Smithfield com música irlândesa e o segundo é o Brazen Head na Bridge Street, o pub mais antigo datado do século XIII.

O Dublin Castle também é outra atração famosa e representa o domínio inglês durante 800 anos. Há a parte antiga onde somente uma torre medieval existe ainda, na foto abaixo. É possível durante o tour  observar os restos medievais no subsolo do primeiro castelo construído pelos Vikings.

Castelo de Dublin

E a parte “mais recente” em que até pouco tempo a rainha Vitória recebia seus súditos nesta sala.

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 No pátio do castelo havia algumas esculturas de areia. O Gulliver por exemplo.

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Trinity College é também um clássico de qualquer roteiro. Na verdade é o campus desta universidade que foi fundada no ano de 1592 pela rainha Elisabeth I. Apesar disso a maioria dos prédios são do século XVIII. Um dos primeiros prédios a serem construídos foi a Velha Biblioteca ( 1732 ).
 
 

Destaque para o Long Room com 64 metros de comprimento, a mais longa biblioteca da Europa. No andar de baixo está o mais importante livro “The Book of Kells”.

Atenção: infelizmente não é permitido tirar fotos, por isso coloquei estas da net a fim de ilustração.

Este livro de 340 páginas  datado do século IX é considerado uma verdadeira obra de arte e com razão, pois cada detalhe foi cuidadosamente desenhado pelos monges. Trata-se do evangelho escrito em Latim, mas o que o diferencia de qualquer outro livro é que ele também tem poemas nas margens. Cada dia o livro está aberto em uma página. Há um vídeo muito interessante em que mostra como os monges montaram o livro . O ingresso para ver o livro de Kells mais a biblioteca pode ser caro para alguns (8€), mas paga-se metade ao comprar o bilhete às 4.30, meia hora antes de fechar.

Na Merrion Square localiza-se as famosas Portas de Dublin com suas residências georgianas. As portas coloridas serviam para distinguir as casas que tinham a mesma aparência sem cor e atrativos.

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Vale muito a pena visitar o pequeno museu “Number Twenty Nine” para se ter uma idéia de como a aristocracia vivia a 200 anos atrás. Na verdade há um verdadeiro tour em cada cômodo onde morava uma socialite da época. Tem um filme de introdução no começo do passeio. Apesar de relativamente “simples” por fora, as casas georgianas eram espaçosas e comfortáveis.

Claro que a Merrion Square teve suas celebridades, como por exemplo o escritor Oscar Wilde ( casa número 1 ). Hoje em dia, é impossível conseguir um imóvel nesta praça, pois os preços são proibitivos para a maioria.

Perto da Merrion Square está o bairro dos museus, como a National Gallery, o National Museum entre outros. Estes dois que eu citei são gratuitos. Ainda sobre museus, no outro lado do rio ao norte da O´Connell street está o Hugh Lane Municipal Art Gallery que tem várias obras de Monet por exemplo entre outros ( entrada gratuita ) e para quem gosta de literatura, logo ao lado está  o Writers Museum.

A Irlanda é um país muito católico e seu santo padroeiro é o Saint Patrick ou São Patrício em português. De acordo com a lenda St. Patrick batizou os “pagãos” numa fonte sagrada, onde hoje foi construída a Catedral St. Patrick. A estrutura de madeira foi substituída pela atual em 1190.

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Outra atração para os que se interessam pela história irlândesa é a Kilmainham Gaol, a prisão dos patriotas.

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Fundada em 1796 e em ativa até 1924, esta prisão foi testemunha de revoluções frustradas contra os inglêses e de heróis que perderam sua vida pela liberdade. Na Páscoa de 1916 oito revolucionários foram mortos a queima roupa sem julgamento no pátio desta prisão. Era o começo do fim do dôminio britânico , em 1922 nasce a República da Irlanda.

Quando se fala em Dublin é impossível não lembrar da Guinness. Eu não fui à fábrica, por não me interessar por cerveja. Quem prefere whisky, tem o tour da destilaria Jameson´s. Como não bebo nem um nem outro, fico com a cidra Bulmers 🙂