A maioria dos turistas se concentra na cidade de Dublin em si, uma vez estando lá. Mas, há várias atrações não tão conhecidas super perto da cidade que passa por muitos despercebidas.

Uma delas é o Castelo Malahide. Este belo castelo pertenceu a família Talbots de 1185 a 1976 quando a última herdeira teve que vendê-lo ao Estado por não poder arcar com os impostos.

O que chama atenção neste castelo é a única verdadeira sala medieval que ainda existe em toda a Irlanda. Nesta sala os 14 homens da família Talbot tiveram sua última refeição antes da Batalha de Boyne. Outro cômodo considerado uma obra de arte é a Sala de Carvalho com seu teto e paredes esculpidas em madeira do século XVI. A vista desta sala dá para o grande parque ao redor do castelo.

É super fácil chegar até o castelo: ônibus 42 saindo do centro de Dublin ou pegando o Dart ( trem intermunicipal ), o ponto final é Malahide. De trem a viagem dura uns 30 minutos.

Para quem quer ter um gostinho do interior da Irlanda sem ter que se deslocar muito longe de Dublin, vale a pena visitar o vilarejo de pescadores de Howth.

Este vilarejo ao nordeste de Dublin foi fundado pelo rei Viking Sigtryggr no início do século XI. Este lugar é reduto de alguns ricaços que se podem dar ao luxo de morar à beira do mar, num lugar tranquilo e a 12 km de Dublin ( diz a lenda que o baterista do U2 já morou lá).

 

Vale a pena dar toda a volta pela península ( uma hora de caminhada ), muita gente faz pic-nic nesta area. Pra chegar lá é só pegar o Dart (30 minutos ) ou o ônibus 31 saindo do centro (45 minutos).

A Irlanda também têm o seu “Pão de Açúcar”, trata-se da montanha “The Great Sugar Loaf” que pode ser vista dos Jardins de Powerscourt.

Este jardim é considerado o mais bonito da Irlanda e creio que com razão. Ele é dividido em várias partes: o Jardim Japonês, o Jardim Italiano, o cemitério de animais e para quem tem tempo para explorar o parque, a maior cachoeira da Irlanda com 121 metros de altura.

Mesmo com tempo feio, os jardins são uma atração imperdível para quem gosta de flores.

O castelo dentro dos jardins foi primeiramente construído em 1731, a dinastia dos Viscondes de Powerscourt moraram ali até metade do século passado. Em 1974 um incêndio destrói todo o interior do castelo só deixando a façada em pé. Hoje em dia, há  uma exposição contando a história do monumento assim como um restaurante e uma loja de souviniers.

Não muito longe de Powerscourt em meio de um vale das montanhas de Wicklow fica Glendalough ( se diz Glendalók) que significa “o vale dos dois lagos”. As ruínas deste monastério do século VI foi fundada pelo monge eremita Kevin e atraiu mais de 3000 monges, fundando portanto uma “universidade” do começo da Idade Média. O mosteiro foi crescendo até formar uma verdadeira cidade de peregrinação, considerada a “Roma do Oeste”.

A cidade resistiu bravamente aos ataques vikings e anglo-normandos. Somente no século XVI é que os monges começam a enfrentar dificuldades para sobreviver e o mosteiro cai em decadência.

No centro de visitantes, há uma exposição sobre toda a história do mosteiro além de uma maquete para se ter uma idéia de como as pessoas viviam naquela época.

Glendalough está numa região muito bonita, num vale rodeado de florestas de musgos.

Apesar de Glendalough e Powerscourt se localizarem relativemente perto de Dublin ( cerca de 50km ) , desta vez fiz algo que costumo não fazer, ou seja, ir de excursão.

Vantagens: como ainda não estava com carro ( por estar ainda em Dublin ), de ônibus é muito mais prático.

Desvantagens: o de sempre, não ter tempo suficiente para curtir o lugar, comentários pasteurizados do motorista ( que durante o trajeto é ao mesmo tempo guia ), além de suas piadas sem graça. Enfim vai de cada um.

Ambos os passeios mais uma volta pelas montanhas de Wicklow com pausa para foto no Wicklow Gap  custou 28euros. Comprei no Tourist Information Office na Suffolk street. Eles oferecem vários passeios de um até mais dias.