Muitas vezes confundida com a Eslováquia, a Eslovenia é um dos menores países da Europa. Isto facilita muito a vida do viajante, pois as maiores atrações estão no máximo a uma hora de distância uma das outras.

 

A partir de 2008 a moeda oficial é o Euro e nota-se no supermercado que muita coisa é mais cara que na Alemanha por exemplo. A língua oficial é o eslôveno, mas devido à proximidade com outros países, muitos falam alemão ao norte e italiano ao sul.

A Eslovenia foi o primeiro país a declarar independência da antiga Iugoslávia no início da década de 90. Eles têm um padrão de vida mais elevado se comparado aos outros antigos países ioguslavos.

Sem dúvida a grande vantagem deste país são os climas e paisagens diferentes em tão curta distancia: de lagos alpinos a cidades costeiras com estilo italiano. Vale a pena passear alguns dias neste lindo país.

Nós ficamos três dias começando por Bled. A região mais famosa da Eslovenia.

Com certeza um dos motivos mais fotografados é o lago de Bled que faz fronteira com o Parque Nacional de Triglav. O lago é definitavemente muito bucólico, com sua igreja no meio de uma pequena ilha ( só se chega lá com barco ou pode-se também alugar um barco a remo ) e o castelo no topo de um rochedo.

No segundo dia tivemos mais sorte com o tempo. Bled também ferve no inverno por ser também estação de esqui.

 O lago é relativamente pequeno ( 2km de comprimento por 1km de largura ).

O castelo Blejski grad (grad=castelo em esloveno), datado do século XII, não tem nada de especial por dentro. Há um pequeno museu contando sua estória. O melhor mesmo é apreciar a linda vista de lá de cima.

 

Assim como na Croácia, há muitas famílias que oferecem estadia, mas a oferta não é tão grande como na Croacia. Ir a Bled no verão sem reserva pode ser arriscado, pois a cidade é bem pequena.

Pertinho de Bled fica outro lago já dentro do Parque Nacional. Trata-se do lago Bohinj jezero (jezero=lago em esloveno).

 

 Este lago é o maior da Eslovenia e menos turístico do que o de Bled. Há uma pequena “aldeia” com pouca coisa pra se ver, é só a natureza e as lindas montanhas que cercam o lago a maior atração do lugar. Perto de Bohinj há a cachoeira de Slap Savica com seus 50 metros de altura que desaguam no lago Bohinj. Aqui tenho que abrir parênteses sobre algo negativo que notei na Eslovenia.

Em qualquer lugar por mais remoto que fosse, tinha alguém  para cobrar estacionamento ou no meio do nada em alguma floresta, tinha uma máquina para pagar o ticket de estacionamento!!! Como se alguém fosse checar o tempo inteiro… Enfim, ir até a cachoeira também nos custaria 2 euros por pessoa, mas por termos chegado cedo, não tinha ninguem para nos cobrar…

No segundo dia fomos visitar as cavernas de Postojnska.

 

Com seus 20 km , esta caverna é a segunda maior do mundo. O percurso turístico é de 5,2km e a temperatura constante é de 12 graus. Tudo comeca com um trenzinho até chegar a um dos pontos mais fundos da caverna ( cerca de 146 metros). Daí em diante é tudo feito à pé com guia. Realmente é tudo impressionante e se tem a sensacao de se estar em um outro mundo.

 Antes do término do passeio, os turistas vêem o morador mais famoso da caverna, o peixe albino, uma das várias outras espécies de seres vivos ( morcegos, insetos,etc ) que se habituaram a um habitat sem luz.

Ao comprar o ticket para as cavernas, também é possível adquirir ingresso para o castelo de Predjamski que fica encrustado na mesma caverna, só que do outro lado, há nove kms de distância.

 O preco para ambos ingressos é bem salgado. Se paga 25 euros por pessoa ( 20 a caverna e 5 o castelo). Normalmente o castelo custa 8 euros.

O castelo se situa numa posição impressionante, encrustado na caverna a 123 metros de altura do riacho que sai da caverna, inclusive existe uma saída secreta para a própria.

Na foto abaixo é na entrada do castelo, aí era onde ficavam os cavalos. O castelo se assemelha a um labirinto, cheio de cantos escondidos e assimetricos devido ao fato de ter sido contruído dentro do rochedo.  

O acesso ao castelo por outras vias é praticamente inexistente e há até pouco tempo atrás foi achado um tesouro em uma das inúmeras passagens secretas. O castelo é formado por duas construções de épocas distintas: a primeira do séc. XIII com função de forte e a segunda no séc. XVI. No verão há festas com motivos medievais na entrada do castelo.

A Eslovenia só possui 40 kms de litoral, e como peróla desta pequena costa esta a cidade de Piran.

 

Esta cidade litorânea é de influência veneziana e parece muito com alguma cidade croata. Ela é pequena e o seu centro fica numa península com o farol despontando para o mar. Tudo se concentra na Praca Tartini: vários cafés, a prefeitura.

 

Uma caminhada até a Igreja de Sao Jorge possibilita uma vista de cima do pequeno centro. A maior atração de Piran é sem dúvida se perder por suas ruelas estreitas até chegar ao farol, na ponta da península e tomar um sorvete de frente para o Mar Adriático  e ao fundo os Alpes atrás de Trieste.

 

Na foto abaixo, vista de uma das lajes de Piran.

Por último deixamos a visita a Caverna de Skocjan que desde 1986 é patrimônio da Unesco. O percurso não é tao grande quanto a de Postojnska mas muito mais impressionante. Destaque para a sala do silêncio com seus 30 metros de altura e o climax com o rio que corta a caverna.

Os visitantes andam numa ponte suspensa a 45 metros de altura sobre o rio. É uma experiência única e inesquecível presenciar tal espetáculo da natureza. Infelizmente é estritamente proibido tirar fotos. E mesmo se fosse possível, é bem díficil fotografar o rio pois apesar das luzes que vão iluminando a trilha, é relativamente escuro.

 Pra fechar com chave de ouro, a saída da caverna termina no rochedo com a continuacao do rio. O trajeto pode ser um pouco puxado para alguns, pois é uma hora e meia de subidas e descidas dentro da caverna.

Preço por pessoa : 14euros. Só há três tours guiados por dia na caverna. Cheque o horário no site oficial para não perder viagem.