Outra grande atracao que passa despercebida por muitos turistas é o bairro copto (egípcio cristao).É ali que estao concentradas varias igrejas ortodoxas coptas, mesquitas e até uma sinagoga.                   

 

A igreja suspensa é uma grande atracao,  para comecar por ter sido construída em cima das torres de um forte romano. Construída no século IV, esta igreja vale a pena uma visita.

Vista das torres onde a Igreja Suspensa foi construída

Interior da Igreja Suspensa

 

Fachada da Igreja Suspensa

 

Uma das ruas do bairro copto

Outra igreja imperdível do bairro copto é a Igreja Sao Sérgio. A sua parte mais antiga ( século V) foi construída em cima da caverna onde dizem que a família sagrada se escondeu durante três meses depois da sua fuga para o Egito.

A sinagoga Ben-Ezra se encontra meio escondida, mas também tem um significado bíblico. Dizem que ela já existia na época de Moisés. Hoje em dia existem somente cerca de 200 judeus no Egito, número irrisório se comparado com a população de cerca de 80 milhões egípcios.

É muito interessante andar pelo bairro e observar todos estas construções religiosas tão diferentes mas que vivem em harmonia.

O que seria qualquer país muçulmano sem os famosos souks. O mais famoso é o Bazar Khan al Khalili. Este labírinto de lojas funciona há mais de 1000 anos. Entretanto, todas as lojas/barracas estão direcionadas para turistas. Há todos os tipos de bugigangas imagináveis e também muitos produtos made in China. É como uma “25 de março” árabe com muita sujeira e mal cheiro em alguns trechos. Mas o maior desafio mesmo é conseguir se desvencilhar de todos os vendedores que tentam a qualquer custo pegar o turista no “laço” ( mais dicas de como lidar com eles no post final ).

Vendedores esperando os próximos turistas no Khan al Khalili

 

 Uma das ruas de Khan al Khalili

 

 Aos arredores de Cairo, a 7 km da antiga capital do Império Antigo  em Menphis fica o sítio arqueológico de Sakara. Arqueólogos ainda trabalham nesta região pois ainda muita coisa está embaixo da areia.  

A marca registrada de Sakara é a pirâmide de degraus de Djoser. Este monumento serviria de “modelo” para as pirâmides de Gizé 200 anos depois.

 A primeira de todas as pirâmides : Pirâmide de Djoser

Na verdade Sakara é o “Vale dos Reis” da capital do Império Antigo, é lá que se encontram as mastabas, que foram as primeiras contruções funerárias dos faraós, além das pirâmides com degraus.

É possível entrar na pirâmide de Teti, por exemplo. Seu exterior está bem destruído, ao contrario do seu interior que só possui textos e nenhuma decoração ou relevo específico.  Sua descida também é fácil, nada comparado ao corredor baixo e apertado das pirâmides de Gizé.

 A mastaba trata-se de uma construção ( parece mais uma grande casa ) com várias câmaras decoradas  com relevos dos temas mais variados : caça, agricultura, vida em família, entre outros. Mais tarde, os modelos das mastabas serviriam como “base” para as primeiras pirâmides. Vale a pena entrar em pelo menos uma. A maior e mais bonita e conservada de todas é a de Mereruka.

Infelizmente é proibido tirar fotos dentro da mastaba.

 É muito interessante acompanhar mais de 2000 anos de história pela maneira de como os faraós se preparavam para a vida do outro lado. Das mastabas, pirâmides de degraus, pirâmides de Gizé e por fim até as diferentes valas no Vale dos Reis em Luxor.

Gostaria de mencionar uma das vantagens de viajar com pacote pelo Egito. Eu disse pro Egito, porque normalmente abomino pacotes, só em casos específicos. Na verdade os guias, os ingleses os chamam de “egyptologists”, sabem o significado de cada símbolo, cada história dos relevos, dos sítios arqueológicos, que por mais que se leia é impossível absorver tudo dos livros.

Cairo deixa uma mistura de sensações. Na minha opinião 4 dias é suficiente e no final já não via a hora de sair daquela bagunça. É uma cidade fascinante mas ao mesmo tempo caótica. Fomos pro aeroporto direto para Luxor.