A grande maioria dos cruzeiros começam nesta cidade e foi este o meu caso.

 

Luxor é uma cidade pequena. Seu maior patrimônio sem dúvida são os os templos de Luxor e de Karnak, ambos em muito bom estado. Além da área de Tebas Oeste onde estão os templos de Hatschepsut e os Vales dos Reis e das Rainhas.

Luxor, ou seja, a antiga Tebas era o centro do Império Novo quando o Egito teve seu maior império, enfim sua época de ouro.

 

O Nilo separa Luxor em duas partes: a margem oriental, antes dedicada aos vivos, onde encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental, a Tebas Oeste, dedicada aos mortos, onde se localizam algumas das mais importantes necrópoles do antigo Egito.

 

A cidade vive basicamente do turismo e a avenida principal fica ao longo do rio Nilo. O museu de Luxor, o Museu das Múmias além do famoso hotel Winter Palace (onde a escritora Agatha Christi se hospedou ) se concentram todos nesta avenida.

Um dos meios de transporte para os turistas é a charrete.

Luxor de charrete

Caso resolva andar pela cidade de charrete, negocie o preço antes de começar o passeio. E pague só quando sair da charrete. Eu me decepcionei, primeiro porque a cidade em si não é lá aquelas coisas e não merecia um passeio de charrete e segundo porque o dono da charrete ainda queria bakshish ( gorjeta ).

Luxor também tem um souk. Bem menor e mais sujo do que o de Cairo, mas basicamente com as mesmas bugigangas.

Ruas do souk de Luxor

A grande atração de Luxor são seus templos e em nenhum outro lugar existe tantas testemunhas arqueológicas de uma época tão antiga e próspera.

 

O Egito é riquíssimo em templos, estou mencionando aqui os que eu estive e é onde geralmente os navios param para visitar. A sua grande maioria se localiza ao longo do rio Nilo que é onde se concentravam, assim como hoje, as cidades.

Eles se parecem muito entre si. Em sua estrutura “clássica” pode se observar algumas  partes em comum : o pilone ( sua fachada monumental onde se tem representadas os deuses egípcios ou o faraó lutando contra algum inimigo ),o pátio, as salas de colunas e o santuário.

Nos templos do Império Novo é comum a existência de uma avenida de acesso ladeada por esfinges com corpo de leão e cabeça de carneiro (que se acreditava protegerem o templo e o deus-faraó ), na qual desfilava a procissão em dias de festa.

Passado o pilone existia uma grande pátio, a única zona acessível ao público, onde a estátua do deus era mostrada nos dias de festa. O pátio era rodeado por colunas e possuía por vezes um altar, onde se efetuavam os sacrifícios.

Este pátio precedia uma sala de colunas, que antecedia outras salas onde se guardavam a mesa de oferendas e a barca sagrada. Finalmente, achava-se o santuário da divindade em questão.

 

Templo de Luxor

 

É o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraónica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag).

Ramsés e a porta de entrada da mesquita

 

Conhecer o templo na hora do pôr do sol é uma experiência fantástica. Além da temperatura ser bem mais agradável, a atmosfera se transforma totalmente de uma forma quase mágica. Vale muito a pena visitar qualquer templo à noite.

Entrada do templo: o segundo obelisco esta em Paris

Interior do templo ao anoitecer

 

Este complexo tem marcas registradas de vários faraós chegando até a época de Alexandre o grande.  Todo o templo caiu no esquecimento debaixo da areia por muitos séculos. Todo o vilarejo construído em cima do templo foi removido com única excecao para a mesquita.

 

Tutankamon com sua esposa