Cidadezinha de Gythio

De Mistras rumamos para a cidadezinha de Gythio, a maior de toda a Península de Mani. É lá que foi nossa base por duas noites para explorar os arredores da provincia e dar uma esticada a cidadezinha de Monenvassia já na região da Lacônia.

A cidade de Gythio não tem nada de especial, vive basicamente do turismo com suas várias tavernas pela avenida ao longo da costa, tem um certo ar de vila de pescadores. Ficamos num hotel que nem merece ser mencionado – 40 euros sem café-da-manhã. Não tínhamos reserva para Gythio, mas não é difícil achar lugar para passa a noite.

Nos meus dois guias havia a mesma recomendação: uma volta em torno de toda a peninsula que foi o que fizemos. Começamos de Gythio passando por Areopolis, Mezapos, Vathia, Kokkala, Chalikia e voltando para Aeropolis. Todo o percurso é de 110 kms e dura em media 2 horas, ou seja, é um passeio para um dia inteiro, para suas devidas paradas fotográficas ou não, almoço e banhos de mar ( dica super importante: já levem o kit praia junto!- roupa de banho por baixo, toalha etc ).

Mani não é só um espetaculo para os olhos com sua vegetação esparsa, montanhas e penhascos que dão direto para o mar, mas também pela história de seu povo.

O povo de Mani se orgulha em dizer que graças a sua posição geográfica ( cidadezinhas nos topos das montanhas com visão a perder de vista ) eles foram a única região de toda a Grécia que não esteve sob o poder turco.

Sua arquitetura também é única em toda a Grécia, com suas torres que tinham uma função muito importante : as pequenas cidades eram divididas entre clãs que brigavam entre si, onde o ditado “olho por olho e dente por dente” era lei. As torres das casas das famílias serviam como um ponto de ataque e ao mesmo tempo de defesa dos próprios vizinhos ( assim como as torres de uma fortaleza, as torres das casas de Mani tem janelas minúsculas ).  Quanto mais alto as torres, mais fácil era atacar os inimigos.

Talvez a cidadezinha mais fotogênica é Vathia bem ao sul da peninsula.  Há até pouco tempo, algumas casas serviam de pensão, mas infelizmente o que restou foram poucos moradores que ainda moram por alí.

A “cidade” de Vathia

Mas Mani ainda tem outras surpresas agradáveis ao longo do caminho como o cantinho charmoso com algumas tavernas em Geroliménas ou a praia limpíssima de Marmári bem ao sul quase na ponta da peninsula ( que é o ponto mais ao sul de todos os Balcãs ).

Mani foi com certeza um dos pontos altos e inesquecíveis desta viagem!

No dia seguinte rumamos para a imperdível Monenvassia, não percam no próximo post!